Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Nokia. Empresa de Internet

nokia-connecting.thumbnailOs executivos da Nokia, uma das maiores fabricantes de celulares[bb] do mundo, estiveram reunidos na última semana para decidir os novos rumos que a empresa deve tomar e eles decidiram expandir os horizontes. Disseram que querem ver a empresa agir mais como uma empresa de Internet e não apenas como um fabricante.

Agora, a Nokia se reorganizou em dois departamentos: serviços e aparelhos. Como serviços eles definem a parte que cuidará dos novos projetos da companhia para a Internet, focando a característica da mobilidade. Em fevereiro, lançaram a loja de jogos para celulares N-Gage, a rede social Share on Ovi e a rede de anúncios para celular. Em março, foi a vez da estréia da loja de música online.

Eles têm consciência de que os grandes players do mercado de Internet como Apple[bb], Google e Microsoft não são seus concorrentes diretos, mas são uma força que devem respeitar se querem ingressar neste mercado.

Ainda há muitos planos para esta mudança de posicionamento que incluem direcionar mais os anúncios regionalmente com base nas informações da Navteq (empresa de GPS a ser comprada pela Nokia) e usar o Silverlight (nova tecnologia da Microsoft[bb]) em alguns aparelhos.

Parece que a mudança de posicionamento afetou a indústria de celulares. No início deste ano a Motorola anunciou a separação do setor de dispositivos móveis das outras operações da empresa. É bom aguardar novidades no seu telefone e no seu browser!

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Festival de virais?

No dia 28 de Abril aconteceu em Nova Iorque o primeiro Viral Film Festival. Promovido pela agência Vanksen | Culture Buzz, BeFilm Festival e Dailymotion, o evento avaliou alguns dos maiores virais dos últimos dois anos segundo eles.

Foram selecionados 38 filmes dos mais de 100 inscritos. Vale lembrar que nem todos os filmes[bb] eram publicitários e também participaram produções feitas apenas por diversão, mas que ganharam as graças da audiência e se espalharam por aí. Se bem que eu não vi nenhuma peça que tenha sido absurdamente divulgada, o que me leva a questionar estes resultados. Os vencedores (?) você confere agora:

O filme Internet People!, uma animação muito bem feita por Dan Meth satirizando todos os grandes sucessos entre os vídeos[bb] da Internet ficou em terceiro lugar, mas poderia muito bem ter ficado em primeiro já que é o menos pior desta lista.

O terrível comercial "Healthier", feito pela Ogilvy para o refrigerante Perrier Fluo foi o segundo colocado.


PERRIER FLUO

E o "grande vencedor" foi "Trafic". Uma produção francesa e muito sem graça mostrando do que é capaz uma pessoa viciada em cigarros. Assinado por Michael Sugarman.


How far would you go for a cigarette?

Você viu esses virais em algum lugar? Nem eu!

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Eu amo (o estado todo e não apenas) NY

bildeEm uma das mais famosas campanhas de marketing que se tem notícia, o slogan "I ♥ NY" (Eu amo Nova Iorque) atraiu milhões de turistas para a cidade e foi o responsável pela retomada do amor dos moradores pela cidade, que estava em frangalhos na época em que a campanha surgiu.

Agora, esta campanha está sendo revitalizada para fazer com que os turistas aproveitem para visitar o restante do estado. A logomarca lançada em 1977[bb] (ano em que nasci) foi redesenhada e ganhou um esquilo e uma borboleta para mostrar que Nova Iorque é mais do que apenas a Grande Maçã.

O esforço é parte de uma campanha de US$ 15 milhões ao ano para impulsionar uma indústria turística de US$ 43 bilhões, mas que fica concentrada na cidade. E o resto do estado também quer uma parte dessa bolada. A explicação para esta nova campanha é que com os preços da gasolina subindo vertiginosamente por lá, as pessoas estão preferindo viagens mais curtas.

A estratégia elaborada pela Saatch & Saatchi além de trazer o redesenho da marca também conta com diversos outdoors, mídia exterior, impressos, filmes[bb] para a TV[bb] e ainda promove um concurso para os nova-iorquinos produzirem seus próprios comerciais que serão divulgados na Internet, aumentando a participação e a identificação do público com a campanha.

*Como já dizia Jorge Ben, deu no New York Times.

Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Minha mãe diz que eu sou bonito!

Uma das frases mais repetidas por todos é: "gosto não se discute". Mas o que não faltam por aí são publicações, programas de TV e de rádio comentando roupas, cabelos e preferências das celebridades. Além disso, a sociedade está numa fase em que se o cara não for bombado[bb], com cabelo à la Tintim e cordão de prata[bb] e a mulher siliconada[bb], loira e de cabelo lisinho[bb], não entra nem em reality show.

A já famosa "ditadura da beleza" encontrou na regra de que gosto não se discute uma espécie de lei: ninguém contesta o que é imposto pelos editores das revistas. Nessa levada, as clinicas de cirurgia plástica estão fazendo a festa.

E é sobre este mundo da beleza imposta que o seriado Nip/Tuck fala. Não só da beleza pré-moldada, mas também de todos os meandros do mundo dos consultórios, mostrando os absurdos que as pessoas fazem procurando pela "perfeição".

E para anunciar a quinta temporada do seriado que é transmitido no Brasil pelo canal a cabo FOX e também na TV[bb] aberta pelo SBT, a agência digital inglesa Ralph recorreu à necessidade de aprovação que todos os usuários de redes sociais têm (você também tem) e lançou uma aplicação para o Facebook onde você usa uma foto[bb] sua e o programa determina se você é bonito(a) ou não, baseado no conceito matemático da Proporção Áurea.

Contando que a matemática é uma ciência exata, o meu resultado nem foi tão ruim assim!

Matt Nip

É um bom exemplo de branded entertainment e está bem condizente com o espírito da série. Quer saber como você se sai? Acesse http://apps.facebook.com/niptuckgoldenratio/ e siga as instruções. Se o resultado for muito ruim, pode tentar de novo! Será que isso coloca em dúvida o meu placar?

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Homossexuais gostam mais de blogs

Isso é o que diz uma pesquisa recém divulgada pela Harris Interactive. De acordo com eles, 51% dos adultos homossexuais se dizem leitores de blogs, enquanto apenas 36% dos heterossexuais fazem o mesmo. O legal é que a mesma pesquisa, feita há dois anos indicou que apenas 32% dos gays eram interessados em blogs.

O crescimento deste segmento de público não é o único aspecto relevante da pesquisa. Ela ainda aponta que 19% são muito receptivos às propagandas veiculadas nos blogs, como mostra a tabela abaixo:

harris-glbt-blog-ads-opinions-on

Além disso, este público é mais participativo. Comentam mais, lêem sobre atualidades, entretenimento, política e notícias. Homossexuais participam mais freqüentemente de discussões online, passam mais tempo conectados a programas de mensagens instantâneas e divulgam o que gostam com mais facilidade.

harris-glbt-online-activities

Nunca é demais lembrar às agências e anunciantes de que não se deve rotular e nem discriminar qualquer tipo de público. Especialmente quando há segmentos como este que consome e interage muito mais com os anúncios e com os veículos (blogs). Estes resultados mostram claramente que há uma grande demanda por uma comunicação mais relevante e com impacto em todo o tipo de público, ou seja, vender bebida mostrando bunda só agrada a um tipo de público e limita as vendas e os lucros aos limites da intolerância.

Há alguns dias comentei também sobre a participação feminina na blogosfera e depois de ver esta pesquisa pude perceber que independente de sexos ou preferências sexuais, o importante é que hoje se dá muito mais valor e credibilidade aos blogs e às mídias sociais e isto é uma grande oportunidade para grandes negócios agora e no futuro.

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

A onda é agregar!

Desde que começaram a surgir todas as ferramentas de mídias sociais que fazem sucesso hoje, como Twitter (até escrevi sobre ele), Pownce, Jaiku e várias outras, vieram serviços que eu costumo chamar de rêmoras, aqueles peixes que nadam junto dos tubarões para comer as migalhas. Todas essas ferramentas servem para conectar a sua vida offline com o seu computador, seu celular[bb] e até o som[bb] do seu carro, como nas rádios digitas.

Apesar de todas elas servirem para aumentar o poder de alcance das mídias sociais, ficavam todas muito isoladas entre si. Os usuários de uma rede tinham pouco ou nenhum contato com os de outra, até que foram criados os agregadores de mídias sociais. Produtos que permitem aos usuários concentrar em um só ambiente, todas as assinaturas que ele disponibiliza aos seus amigos para que tudo fique mais organizado e fácil de encontrar. Usar os agregadores é fazer lifestreaming, publicação ao vivo de tudo o que você faz no seu dia.

Há vários agregadores disponíveis por aí, mas o mais popular é o Friendfeed. Nele você pode mostrar o que favorita no Delicious, o que sobe para o YouTube, o que acha interessante no Digg e por aí vai. Mas quais são os reais benefícios que você ganha usando este serviço? É sempre bom tentar ver além da superfície da diversão e funcionalidade, qual vantagem você terá se passar a usar o produto. Depois de analisar um pouco, algumas coisas vêm à tona.

Assim como em qualquer mídia social, a possibilidade de adicionar contatos à sua lista é a primeira coisa que se percebe. Nos agregadores em especial, você pode ver o que o seu contato adiciona e ter uma base do que o agrada. Isso para quem tem clientes como contatos, é uma excelente fonte de pesquisa de mercado[bb]. Os agregadores podem servir também como fonte de informação muito valiosa. Através de seus contatos você pode ter ciência dos novos lançamentos da música, do cinema, acompanhar as principais notícias assim que elas são divulgadas e até saber o que acontece na sua região. E o melhor, tudo isso vindo das pessoas que você julga relevantes, ou seja, informação que você considera confiável.

Quando você junta tudo o que usa online em um só lugar, você dá à sua audiência uma espécie de ingresso de camarote para ver o que você faz. Isso mantém a atenção voltada para você e aumenta o seu alcance social. Quem acompanha o que você seleciona pode ser influenciado pelo seu gosto, ao mesmo tempo em que mantém as pessoas sempre ligadas no que você quer promover em primeiro plano. Um blog, por exemplo.

Muitos podem até pensar: "eu já vejo tanta coisa, tenho conta em tantos sites e meu leitor de feeds está atolado. Preciso de mais essa distração?" O valor do lifestreaming está em no fato de que você não está simplesmente assinando um feed ou adicionando um site aos seus favoritos. Você está adicionando à sua leitura diária toda a experiência que aquele usuário tem na Internet[bb] e quer compartilhar com os outros. Exemplificando e puxando a sardinha para o meu lado, se você se interessa pelo que escrevo aqui, pode também se interessar pelo que leio, escuto e assisto. Então, você vai se inscrever no meu Friendfeed e navegar sob o meu ponto de vista. Isso acaba virando um meio de espalhar a formação de opinião. Os benefícios do agregador chegam quando você se conecta com quem você realmente julga interessante ou pessoas que você conhece, de forma a obter informação ou se comunicar.

Então é isso. Se eu te convenci a usar o Friendfeed, diga o que achou do serviço depois de se inscrever na minha página. Se pensa que ainda não é a hora, mas quer manter contato assim mesmo, tente o MeAdiciona. Ainda não faz o lifestreaming, mas é um bom agregador de endereços é nacional.

Terça-feira, 22 de Abril de 2008

De quem é a rede social corporartiva?

Em um dos fóruns de discussão que participo, estávamos falando sobre as redes sociais embutidas em intranets corporativas. Uma das pessoas levantou a questão de quem seria a propriedade desta rede. Na mesma hora, me lembrei de um artigo que escrevi há algum tempo que dizia que na era do networking, não é possível "fazer" uma comunidade. Elas são formadas espontaneamente. A única coisa que o administrador faz é liberar o embrião e as pessoas fazem o resto.

Nesse caso, a resposta é: os empregados que usam as redes, são os donos delas. É claro que isto não significa que os administradores de rede e o pessoal da TI pode largar o emprego, como também comentei no artigo em que falo de intraredes sociais. Na Web 2.0 empresarial, ferramentas como blogs, wikis e redes de relacionamento não são usadas para a propaganda tradicional, mas precisam ser administradas de acordo com a política organizacional para que os empregados possam utilizá-las de maneira a interagir e trocar conhecimentos.

Estimular o uso das ferramentas de socialização digital pode ser também uma boa ferramenta para o pessoal do RH das empresas para avaliar o desenvolvimento profissional dos empregados. O setor de Comunicação pode avaliar com precisão a quantas anda o fluxo e o alcance das mensagens veiculadas, assim como obter valiosos feedbacks.

As vantagens do uso das redes corporativas para a socialização dos empregados são enormes e de acordo com a Forrester Research, é uma tendência das grandes empresas aumentar os investimentos neste setor, já que o retorno na qualificação profissional e posteriormente na competitividade das companhias tem sido muito satisfatório. Ainda assim, os administradores não podem se esquecer do princípio básico do funcionamento das redes sociais internas. A liberdade é a chave, ou seja, os donos são os usuários. Sempre.