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Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Mesmo com o pessimismo, fomos bem.

Tem gente dizendo que a publicidade brasileira está decadente e que só se produz pensando no prêmio. Até profissionais com muitos anos de mercado já foram pegos dizendo esse tipo de coisa. Mas muitas vezes, o que acontece é um embarreiramento da criatividade em favor de se lançar aquilo "que vende". Ou em um pensamento mais simplista, é apenas a inveja falando mais alto.

No Festival de Cannes que se encerrou nesse final de semana, ficou claro que a publicidade daqui está muito bem e que continua fazendo bonito lá fora. Está certo que ganhamos menos ouros do que no ano anterior (apenas um, contra seis do ano passado), mas tivemos mais pratas e bronzes e ainda emplacamos a AlmapBBDO como a segunda melhor agência do ano, atrás apenas da BBDO de Nova Iorque.

Foram 41 Leões ao todo. Ganhamos prêmios em quase todas as categorias e ficamos muito bem colocados no ranking de países. Ou seja, pessimismo é o cacete! Isso é coisa de quem é recalcado por não conseguir fazer nem um terço do que os publicitários brasileiros são capazes! E que venham os próximos prêmios!

Fiquem com a campanha da Companhia das Letras que ganhou o ouro em Press. Criação da AlmapBBDO.


Parabéns à publicidade do Brasil!

[update]Esqueci de mencionar: no post de sexta, eu encerrei com dois palpites brasileiros para premiados em Film, lembra? Não é que emplaquei os dois?! O filme Barba, para a Play TV ganhou prata e o Guerra, da Unimed levou bronze. Os dois são da F/Nazca S&S e eu começo a jogar búzios amanhã![/update]

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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

A TV digital chega ao Rio. E daí?

A TV Globo anunciou que começa na segunda-feira (16/06) a transmissão de TV digital[bb] no Rio de Janeiro. No Jornal Nacional vai ser noticiada a inauguração da antena e a novela das oito já começa a ser transmitida no novo formato.

Mas aí eu te pergunto: e daí?

A TV digital já está em testes no Brasil há mais de um ano e durante todo esse tempo, nada realmente relevante foi concebido para explorar toda a interatividade que a transmissão digital é capaz de suportar. Só o que é vendido atualmente é a possibilidade de ver TV de graça no celular, no monitor LCD[bb] do seu carro e qualidade da imagem.

É claro que isto já é alguma coisa, mas convenhamos que para uma tecnologia que promete compras dos produtos apresentados, interação com a emissora e até transmissão de dois programas ao mesmo tempo, ficar cantando as vantagens de usar o celular[bb], que mata a qualidade da imagem, é no mínimo um desperdício.

Imagem via HDTV Brasil

As vantagens para os anunciantes são imensas. Já pensou em ver o personagem da novela usando aquele notebook[bb] que você queria e poder saber mais informações ou até mesmo comprar o produto sem ao menos ter que sair da frente da TV ou parar de assistir à novela? Comodidade mais consumismo é tudo o que muita marca sempre sonhou.

Será que as emissoras, os anunciantes e até mesmo as agências estão prontos para explorar esse terreno? E se já estão, o que falta para efetivamente fazer a TV do futuro se traduzir em algo mais relevante que ver novela no celular?

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Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Dar a cara à tapa, poooode!

Já faz uma semana que está acontecendo um grande debate no meio publicitário a respeito do viral feito pela DM9DDB para a Cia. Athletica. Para quem não sabe do que se trata, é um filme que mostra pessoas gordas sendo multadas por fiscais da prefeitura que os consideram como "outdoors ambulantes" (em São Paulo, existe uma lei que proíbe este tipo de mídia) e termina recomendando que as pessoas fiquem em forma entrando na academia.

Muita gente considera o filme ofensivo e preconceituoso por diversas razões e todas defendem seus pontos de vista com diversos argumentos, mas eu penso que o ponto relevante para a publicidade não é exatamente este.

Um assunto que sempre vem à tona quando publicitários se juntam para conversar (provavelmente vai ser pauta no EBP) é a suposta falta de criatividade na propaganda brasileira. Também se comenta muito a respeito da publicidade argentina e sua "estética" diferenciada. Besteira! Muitas opiniões divergem, mas no fim das contas o denominador comum é sempre o de que falta é ousadia e não criatividade. Este deve ser o foco desta discussão. Falta coragem aos anunciantes e muitas vezes até às agências para deixar a criatividade[bb] fluir para que se produza algo surpreendente. Criatividade nós temos de sobra.

tsa_03O que a DM9DDB e a Cia. Athletica fizeram foi ter essa ousadia e essa coragem para dar a cara à tapa. Os frutos estão aí: vários posts sobre o assunto e centenas de comentários de leitores mostram o alcance que a peça teve mesmo sendo retirada de circulação, o que ainda por cima faz aumentar o interesse pelo filme. Ao ousar fazer piada com a obesidade, eles conseguiram com bom humor e muita eficiência divulgar a marca e dar um belo cutucão em quem morre de rir com programas de gosto duvidoso na TV[bb], mas não faz questão de ver publicidade inovadora.

O Rafael Amaral, do Estagiaridade me perguntou se eu consigo relacionar quantas marcas fazem o mesmo tipo de experimentação que aquelas duas. Realmente não há muitas e é compreensível, já que há uma linha muito tênue entre criar uma polêmica sadia em torno de uma banalidade e criar ainda mais indignação em torno de uma tragédia. Experimentar novas fórmulas é o que diferencia uma marca[bb] entre as demais e o mesmo acontece com os publicitários: ficar no conformismo, no falso moralismo e não buscar novas soluções para problemas conhecidos, só os vai fazer ser mais um no meio da multidão.

A experimentação é sempre boa, quer os hipócritas queiram, quer não. E que atire a primeira rosquinha os que nunca fizeram uma piadinha antes.

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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

A mulherada leva a sério!

Eu estava conversando aqui com os meus amigos imaginários sobre como eu gosto dos blogs escritos por mulheres[bb] e da maneira como elas interagem com os assuntos que lêem em outras publicações. O nosso consenso foi que além dos textos sempre muito inteligentes e relevantes, elas também tendem a aplicar o que lêem.

Referendando a nossa discussão, a Compass Partners divulgou uma pesquisa que diz que nos Estados Unidos existem 36,2 milhões de mulheres que interagem com blogs e 40% delas pensam que blogs são mídias confiáveis (viu, Estadão?). Essa mulherada toda diz dar valor a esses veículos justamente pelo óbvio: informação do jeito que elas querem, quando elas querem.

Por isso, elas participam muito mais ativamente na blogosfrera, escrevendo, comentando, interagindo com os outros editores, o que as faz ter cada vez mais confiança no que é publicado, até mesmo se comparamos com as mídias tradicionais. Elas fazem a blogosfera crescer. Segundo a editora do BlogHer, Elisa Camahort Page, com a descrença cada vez maior nas instituições, o foco da confiança passa para aquilo que está mais próximo, ou seja, a blogosfera.
A blogosfera está se transformando na 'mesa da cozinha' digital onde as pessoas se reúnem para conversar sobre tudo o que afeta suas vidas, desde utensílios domésticos[bb] a candidatos à presidência.
Portanto, se estiver pensando em anunciar usando esta mídia social, tenha em mente que anunciar especialmente para elas pode ter um excelente efeito na campanha, já que metade das mulheres inseridas neste contexto dizem que os blogs influenciam em suas decisões de compra. Além disso, blogs femininos como os da Gisele Honscha , Mirian Bottan, Lu Freitas, Lu Monte, Bia Kunze, Dani Koetz, Taisa Dias e vários outros influenciam muita gente da mesma maneira. Ou seja, assim como na vida longe dos computadores[bb], cair nas graças delas é lucro na certa!

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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Quer ser eficaz? Condense a mensagem.

large_peace_symbol Para passar uma mensagem[bb], você deve ser o mais conciso e objetivo para que o receptor consiga entender da forma como você planeja, certo? Mas tem muita gente por aí que não consegue aplicar isso de jeito nenhum. Muitas boas idéias acabam no esquecimento por não conseguir passar sua essência.

Hoje eu estava conversando com meu amigo Ivo Neuman e comentávamos exatamente sobre isso. A conversa era como no Brasil os planos de telefonia celular[bb] são complicados para o consumidor comum entender seu funcionamento. São mensagens demais em espaço de menos e nessa história, quem perde é o usuário.

Tente se lembrar das campanhas mais notáveis que você conseguir. A grande maioria delas, senão todas terão um ponto em comum: a capacidade de condensar muita informação em um espaço mínimo. Fazendo uma analogia com os blogs, eu posso dizer que os mais persuasivos são os que conseguem concentrar ao redor de um único tema, toda a informação relevante para o leitor. Do contrário, ele não perde apenas o foco no assunto, como também a atenção do leitor e consequentemente o valor do conteúdo.

Muita informação pode ser um problema. Se você quer que seu leitor leve em consideração o que você diz, faça com que a mensagem seja simples e descomplicada, mesmo que o seu seja o mais complexo dos assuntos. Se você não consegue condensar toda a sua proposta de forma que o consumidor a identifique em seus primeiros dez segundos, você não está comunicando bem. E se isso não acontece você perde tempo precioso tendo que explicar a que veio e o que é pior, não espalha o que produz.

Eu estava com isso em mente quando disse que 30" é pura propaganda. É a maneira mais eficiente que encontrei de dizer, em poucas palavras, que o meu propósito é explorar tudo o que a propaganda tem em todas as formas em que ela se apresenta. Na simplicidade mora a eficácia! Idéias[bb] se espalham quando são lembradas. E elas ficam martelando na cabeça do receptor quando não têm que competir com opositoras.

UPDATE: Vejam só como são as coisas: Hoje (11/04) eu estava lendo o PdH e para a minha surpresa ele convoca a gloriosa Liga Dos Blogueiros do Saco Roxo para mais uma ação revolucionária na blogosfera. E para a minha alegria, a ação envolve álcool! Todos devemos escrever um post sob o efeito da "mardita", linkar o post da convocação, colocar o selo abaixo, linkar o bastião da embriaguez blogueira e dizer qual foi a substância.

O fato é que eu sou membro tão convicto da Liga, que mesmo antes de imaginar que a convocação seria feita, já escrevi sob o efeito de várias cervejas. O trecho

Hoje eu estava conversando com meu amigo Ivo Neuman
se passa justamente em uma mesa de bar e a bebedeira continuou em minha casa, de onde foi originado este post.






Pronto. Agora estou em conformidade com as regras da convocação.

That's the power of the beer, my dear!

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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

A Internet em torno do meu umbigo

world in my hands Construir uma boa imagem para o consumidor é um dos preceitos básicos de quem quer se consolidar no mercado. Seja ele qual for. No BlogCamp ES, no meio de todos aqueles computadores[bb], câmeras[bb] e smartphones[bb], a Lu Freitas tentou organizar as discussões fazendo uma nuvem de tags no quadro para que pudéssemos discutir os assuntos que todos sugeriam.

Um dos assuntos que surgiu foi o denominado "blogueiros-estrela". É um fenômeno muito recorrente na blogosfera. Ora, se um editor tem tanto trabalho para construir a imagem e fidelizar os leitores de sua publicação, o que faz com que alguns deles simplesmente ignorem o bom relacionamento e passem a se distanciar? Isto serve perfeitamente como gancho para este assunto.

A competente e bela Gisele Honscha escreveu as cinco coisas que mais a irritam nos blogueiros e me perguntou a mesma coisa. Como eu gosto muito de polêmicas não consegui não atender a este pedido. Todas as características são típicas de um "blogueiro-estrela":

* Usar textos sem citar fontes. Principalmente se a fonte é um blog "menor".

- Não é nenhum demérito dizer que viu algo interessante em blogs com menor audiência. Muito pelo contrário. No mínimo, o "grande" ganha mais um leitor fiel.

* Parar de comentar.

- É fato. Enquanto estão querendo crescer, os editores são uma máquina de comentários. Depois, simplesmente se "esquecem" de comentar.

* Ignorar opiniões.

- É muito comum ver o "estrela" ignorando solenemente opiniões alheias. Principalmente se estas forem contrárias às suas.

* Pensar que a Internet gira em torno do próprio umbigo.

- Já ouvi muito disso: "Só 140 mil leitores no meu feed? Como é possível?"

* Pensar que o mundo gira em torno do próprio umbigo.

- "Evento terrível. Eu não estava lá para falar como ganho a vida com o AdSense!"

Tudo isso vai de encontro àquilo que mencionei no início deste post. Faz parte da construção de uma imagem sólida o bom relacionamento com quem consome o seu produto. Depois que isso se perde, fica muito mais complicado pedir voto para iBest e afins.

E então? Algum de vocês tem algo a falar? O que mais te irrita na blogosfera?

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Terça-feira, 25 de Março de 2008

O saldo do BlogCamp ES


Mais fotos no FlickrNeste feriado eu participei do BlogCamp ES. Foi um evento que tinha tudo para ser mais uma reunião de nerds e geeks conversando sobre monetização, contexto, PageRank, posts patrocinados, plágio e todos esses assuntos que nos cansamos de ver tanto nas outras edições do BlogCamp Brasil afora, quanto em qualquer oportunidade em que se reúnam estas pessoas.

Este acontecimento foi muito diferente disso. Tanto que no Twitter, muita gente reclamou da falta de atualizações, transmissão ao vivo e afins. O que os não participantes não sabiam em tempo real é que as discussões tomaram vida própria e se espalharam por toda área que ocupávamos na Universidade. Foi aí que percebemos, Lu Monte, Lu Freitas, Ivo Neuman e eu, que é possível que o modelo atual do BlogCamp já esteja esgotado. Justamente por entendermos que tudo o que pode ser dito a respeito daqueles assuntos já foi dito. Talvez seja por isso que as festas tenham rendido tanto. Pode ser o momento de a blogosfera pensar em profissionalizar ainda mais estes encontros, alçar vôos mais altos!

É...teve direito a artistas performáticos e tudo! Neste evento percebi que o objetivo principal já não é mais debater os assuntos mais batidos da blogosfera ou a própria blogosfera e sim, fazer networking. A impressão deixada é a de que os projetos a ser executados depois de um BlogCamp e as conexões que você faz nele são mais importantes do que simplesmente debater sobre assuntos que todos estão cansados de saber como funcionam. Não adianta mais tentar colocar blogueiros sentados em uma sala ouvindo o que um palestrante tem a dizer. Eles não vão sair dali fisicamente, mas seus laptops[bb], PDAs[bb] e celulares[bb] vão se encarregar do desvio de atenção.

O que fica nessa história toda é que eu conheci muita gente interessante, fiz novas amizades que farei questão de cultivar, ganhei vários Coolnex Cards legais e que este encontro serviu para desmistificar muitas coisas sobre este pessoal tecnológico. Quero agradecer a todos os que estiveram presentes e também aos que não estiveram mas se lembraram de cobrar atualizações.

Pode não ter sido o BlogCamp com a maior cobertura, mas certamente foi o que teve a maior animação e as maiores inovações, como o primeiro e inesquecível RaveCamp da história com Miriam Bottan, Guilherme Valadares e eu, além do também inédito BlogCampo, pelada geek entre Bruno Dulcetti, Johnny Ken e Yoda em um time e HistoFilipe, Yuri e Badist no outro. Sensacional! E que venham os próximos BlogCamps, com ou sem transmissões ao vivo, mas com cada vez mais amizades se formando!

Falando em Coolnex, vou fazer um sorteio de dois cards do 30" aqui no blog. Aguardem mais informações.

Technorati: ,,,,,,,

UPDATE: Nossa, como eu pude me esquecer de dizer que as fotos[bb] que eu tirei estão no Flickr?

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Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Os Coolnex Cards do BlogCamp ES saíram!

BC

Agora é oficial! O BlogCamp ES, evento que reunirá na Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo) diversos blogueiros para conversar sobre Internet, futebol, blogosfera, carros, tecnologia, sexo, Apple[bb], drogas, Microsoft, rock n' roll[bb], Google, pegação, Twitter, bebida[bb], nerdices e outros assuntos mundanos vai acontecer na próxima semana (22 e 23/03) e está tudo encaminhado.

Já temos o lugar pra um "pré-blogcamp", os locais das desconferências, da festa de recepção da turma, os planos para a esticada, camisetas, crachás, banners e agora saíram os Coolnex Cards para o evento.

Esse BlogCamp promete! A julgar pela lista dos participantes, aqueles assuntos vão render muito. Olha só quem já está inscrito:

*stellar*, Ale Carvalho, Alexandre Sena, André “Pee Wee” Luz, André Marmota, André Metzen - IMasters, André Tagliati, Blog do HistoFilipe, Blog do Solteirão, Bruno Dulcetti, Caio Novaes - Brogui, Dani Mart, DJ Raphael Mendes - Bobagento, Emily - SemQuererSaiu, Fabiana Neves - RockerSpace, Fabio Malini, FiliPêra, Fred - Jacaré Banguela, Guilherme - Papo de Homem, Gustavo - O Blog, Gustavo Jreige - Outros Olhos, Haeckel - Mente Insana, Hanny - Polaroide, Heliarly - Doidera Pura, Henrique Henning, Ian Black - Enloucrescendo, Ivie - ETC, Ivo Neuman - Treta, João M., Johnny C., Jonny Ken - InfoBlog, Jules, Karyne, Licio Fernando, Lu Monte - Dia de Folga, Lucas BiM, Lucas Lima - O Sanitário, Lucia Freitas, Luiz Gadetto - Trankera, Luiza Gomes - Eu Capricho, Manoel Netto - Tecnocracia, Marquinh05, Miriam Bottan - Substantivo Volátil, Norberto Kawakami, Patricia Moura - Propaganda e Marketing, Pedro Cardoso - Receita do Sucesso , RafaCST - Futilidade Pública, Rafael Apocalypse - Idéia Digital, Rafael Porto - Alforria, Rebecca - Do Avesso, Renato Caliari - Discípulo da Razão, Renê Fraga - Google Discovery, Saulo, Sons da ilharga, Sylvia Abaurre - One Eye, TG - Ela Tá de Xico, Thalles Waichert - iBlog, Thiago Velloso - Rio Temporada, Tonobohn - Oito Passos, Vinicius Depizzol, Wagner Fontoura - Boombust, Yuri - FreakLink. E ainda tem mais gente que vai aparecer e botar mais fogo nesse circo!


Na sexta edição dos Cards da Blogosfera, são homenageados alguns dos blogs que participarão deste evento e o 30" está nesta leva! Criados pelo Nick Ellis do Digital Drops e com o apoio da iMusica, Ideiasnet e Coolnex, os cartões valem o download de uma música e são todos muito bonitos.

coolnex_cards_es

Este é o Card do 30". Lindão né?

coolnex_30segundos

Quer um? Aparece lá no BlogCamp ES que eu te dou! Quer ver os outros com mais detalhes? Clique aqui.


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Quinta-feira, 13 de Março de 2008

Se são relações, devem haver duas vias!

two_way Eu li um artigo de Josh Bernoff, consultor de marketing[bb] e mídias sociais, sobre a participação das corporações nas mídias sociais. É uma publicação muito boa, mas teve um trecho e que ele diz que

a publicidade e as relações públicas são, em sua essência, de mão única, comunicação de transmissão exclusivamente; e eles continuam tentando adaptar este aspecto ao modelo de duas vias da computação social.
Para a publicidade pode até ser, mas para as relações públicas, o caso não é bem este.

A tendência da maioria é igualar relações públicas com relações de mídia, que são um subproduto das relações públicas e inegavelmente, a parte mais visível para quem não trabalha nesta área. Mas, no fim das contas, os profissionais trabalham com muitas outras coisas, muito além da visão minimalista de pensar que eles apenas fazem propaganda[bb].

O bom relações públicas deve ter excelente capacidade de negociação[bb], o que por si só, já detona a teoria de Bernoff. A negociação é, necessariamente, uma via de mão dupla. Outro fator é que, se ele vai se comunicar com pessoas é preciso que se consiga entender as coisas do ponto de vista delas. Expandir as fronteiras da comunicação de uma empresa requer que o relações públicas saia de sua zona de conforto e perceba como as coisas são do outro lado.

Relações com o governo, também fazem parte das relações públicas e demandam técnicas de negociação e expansão de fronteiras, mais uma vez, provando que não é apenas comunicação de emissão. Muitos profissionais da área estão constantemente engajados em reuniões, encontros, entrevistas, seminários e em diversas situações em que a emissão e recepção de mensagens é primordial.

A parte das relações públicas que trata da mídia é unilateral sim, mas a grande maioria é feita de comunicação bilateral. Até os melhores consultores devem ficar atentos para isso. Afinal, o próprio nome "relações" já diz tudo!

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Segunda-feira, 10 de Março de 2008

É grátis, mas dá dinheiro!

money Muitas organizações sem fins lucrativos apostam na Internet para divulgar seus serviços e objetivos. Há muitas ferramentas[bb] gratuitas para que isto seja feito, mas, não é novidade que para que uma organização seja mais efetivamente reconhecida, deve investir em comunicação a fim de alcançar o máximo de pessoas possível.

Mas como estas entidades podem determinar o quanto devem investir nas mídias sociais? Ou mais importante ainda: como captar recursos para construir, manter os sites funcionando e ainda fazer a divulgação?

Estas perguntas podem ter muitas respostas, mas uma que se encaixa bem no contexto da nova Internet e o conceito de gratuidade que tanto é discutido atualmente é a propriedade intelectual. Por mais que as redes P2P cresçam, ela continua existindo e pode ser uma boa fonte de renda para quem quer manter seus serviços funcionando gratuitamente. Paradoxal? Vejamos.

Digamos que a uma instituição filantrópica criou um site que tem ferramentas que podem ser úteis para outras. Um fórum ou uma ferramenta de loja virtual, por exemplo. Ela pode vender ou alugar os direitos sobre o uso destes softwares[bb] e gerar receita.

Outra possibilidade muito utilizada, eu diraia por quase todas as instituições, é a venda de produtos licenciados. Organizações como a Cufa (Central Única de Favelas), Nós do Morro e Projeto Tamar, através da Fundação Pró-Tamar, vendem seus produtos na Internet e em lojas fixas em vários lugares. Quando há identificação do público com a causa da entidade, as vendas podem gerar bons lucros. Aproveitar o crescimento da publicidade social[bb] nos meios de comunicação é uma excelente forma divulgar a marca e os serviços das instiuições, aumentando a identificação do público com os produtos e impulsionar as vendas.

Por fim, mas não menos importante, as doações são sempre muito bem-vindas para quem quer fazer algo pela sociedade e não quer lucrar com isso (não diretamente, mas isso é outra história). Doações online ainda não são muito comuns no Brasil, mas no exterior é uma prática muito popular e até blogueiros recebem dinheiro de doações.

É possível às entidades sem fins lucrativos não só manter sua empreitada na Internet, como ainda ampliar sua capacidade de assistência, alcance e eficiência, usando a propriedade intelectual, a criatividade e a benevolência. Ainda que o produto final seja grátis, os periféricos podem dar um dinheirinho!

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Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Café, açúcar...mas e a música?

1free_music_online A popularização da Internet, nos trouxe muito mais do que apenas correntes, vírus e arquivos .ppt[bb]. Desde a explosão do compartilhamento de arquivos, principalmente os de música, as discussões sobre o que deve ou não deve ser disponibilizado são intermináveis.

Na verdade, a discussão não é nem se deve, mas sim, como disponibilizar, já que as gravadoras e os detentores dos direitos autorais se sentem lesados com o livre compartilhamento. Já comentei sobre a nova era do comércio eletrônico e algumas das formas de lucrar, mesmo com conteúdo grátis. Grande parte das brigas nesse campo começa com quem não está atento ou não aceita as mudanças.

Há muitos músicos de vanguarda nesse mercado. A grande maioria é de bandas novas querendo um espacinho, mas também há quem já esteja no batente há mais tempo, mas não ficou para trás e deu um jeito de continuar a vender, sem tentar evitar o inevitável. Mesmo que alguns ainda