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Terça-feira, 1 de Julho de 2008

100 anos do Johnninho

O "Striding Man", aquele homenzinho caminhado, marca dos uísques Johnny Walker está fazendo 100 anos de caminhada. Esta marca, foi criada em 1908 para passar a idéia de progresso na vida dos consumidores da bebida. Há nove anos, a frase "keep walking" (continue caminhando) foi incorporada ao logo para reforçar ainda mais o conceito original.

Para comemorar o centenário do ícone de uma das bebidas mais consumidas do mundo, a BBH de Londres lançou o filme Strides em várias partes do planeta e a brasileira Neogama/BBH foi incumbida de fazer a adaptação da peça para o mercado nacional.




Além deste filme, uma edição especial do Black Label será produzida. O Johnninho já andou bastante e chegou ao Brasil com força. Somos o seu segundo mais importante mercado e o maior consumidor mundial de Red Label. Com tanto uísque assim, podemos até caminhar, só não garanto que vai ser em linha reta! O Dr. Scotch pode atestar!

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Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Copiado? Imagina!

As histórias de anúncios copiados, ou no jargão técnico "chupados", sempre rendem muita discussão sobre certo e errado, legislação, ética e egos inflados. O fato é que a informação se espalha com uma rapidez incrível e que boas idéias surgem a cada segundo. Invariavelmente haverão coincidências e em muitos casos, cópias mesmo.

Há quem diga que as cópias são uma ofensa aos originais enquanto outros dizem que são homenagens. E ainda há os que vivem de fazer cópias e gostam de ver quando elas são veiculadas por aí. Tanto que em 2007, a Xerox contratou a Y&R indiana para fazer um anúncio reunindo peças de diversos anunciantes que teriam se "inspirado" em outros.

Mas e quando a mesma empresa usa o mesmo conceito mudando apenas a agência apenas um ano depois?



Essa foi da Publicis suíça. Dizem que a cópia da cópia sempre fica ruim. É verdade?

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Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Mesmo com o pessimismo, fomos bem.

Tem gente dizendo que a publicidade brasileira está decadente e que só se produz pensando no prêmio. Até profissionais com muitos anos de mercado já foram pegos dizendo esse tipo de coisa. Mas muitas vezes, o que acontece é um embarreiramento da criatividade em favor de se lançar aquilo "que vende". Ou em um pensamento mais simplista, é apenas a inveja falando mais alto.

No Festival de Cannes que se encerrou nesse final de semana, ficou claro que a publicidade daqui está muito bem e que continua fazendo bonito lá fora. Está certo que ganhamos menos ouros do que no ano anterior (apenas um, contra seis do ano passado), mas tivemos mais pratas e bronzes e ainda emplacamos a AlmapBBDO como a segunda melhor agência do ano, atrás apenas da BBDO de Nova Iorque.

Foram 41 Leões ao todo. Ganhamos prêmios em quase todas as categorias e ficamos muito bem colocados no ranking de países. Ou seja, pessimismo é o cacete! Isso é coisa de quem é recalcado por não conseguir fazer nem um terço do que os publicitários brasileiros são capazes! E que venham os próximos prêmios!

Fiquem com a campanha da Companhia das Letras que ganhou o ouro em Press. Criação da AlmapBBDO.


Parabéns à publicidade do Brasil!

[update]Esqueci de mencionar: no post de sexta, eu encerrei com dois palpites brasileiros para premiados em Film, lembra? Não é que emplaquei os dois?! O filme Barba, para a Play TV ganhou prata e o Guerra, da Unimed levou bronze. Os dois são da F/Nazca S&S e eu começo a jogar búzios amanhã![/update]

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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Quem leva o ouro no Film? Façam suas apostas!

A ausência de posts durante esta semana no 30 Segundos tem uma explicação plausível, apesar de não ser uma justificativa. A minha falta de consideração foi motivada pelo festival de publicidade mais importante do mundo da propaganda: o Cannes Lions 2008. Não, eu não estou em Cannes, mas estou acompanhando o que acontece por lá.

A 55ª edição desate festival que já consagrou muitos grandes nomes da publicidade brasileira e mundial, está primorosa, cheia de grandes peças e surpresas nos vencedores. Hoje, na véspera do encerramento do festival, sai a lista com os vencedores do prêmio mais esperado: o da categoria Film. Naquela lista, competem os comerciais mais espetaculares, que fizeram sucesso ao longo do ano e que foram tema até em blogs que não falam de propaganda.

Enquanto os agraciados ainda não aparecem, alguns delegados que participam do festival dão seus palpites formando uma relação paralela, na qual podemos esperar muitas coincidências com a oficial. Um dos especialistas a dar palpites foi Donald Gunn, da Gunn Report e ele listou alguns dos comerciais que eu também acredito que tenham grandes chances este ano:

Gorila da Cadbury, feito pela Fallon;



Play-Doh, também da Fallon a Sony Bravia;
Non-Blinking Woman, da Dentsu Tóquio para o Carré de Chocolat e
Tipping Point, da BBDO Londres para a cerveja Guinness.

Nenhum filme brasileiro foi citado pelos especialistas, mas como eu sou abusado, vou apostar em dois filmes brazucas com chances de trazer alguma coisinha para casa: os filmes Barba, para a Play TV e Guerra, da Unimed, ambos criação da F/Nazca.

Vamos ver se eu estou bom de palpites. Na segunda-feira, comentaremos os resultados!

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Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

Vai tomar Guarah!

Que um dos meus programas preferidos na TV[bb] são comerciais, todo mundo sabe. Gosto tanto de ver comerciais, que sempre que posso, assisto mais de uma vez ao mesmo filme. Por isso, abri uma conta no YouTube (acompanhe pelo feed) e lá eu coloco os comerciais que acho interessantes e que gostaria de compartilhar com todo mundo.

Na semana passada, publiquei esse comercial do Guarah, novo refrigerante de baixa caloria levemente gaseificado (tipo o H2OH!) do Guaraná Antárctica. O filme, idealizado pela DM9DDB e prodizido pela Margarida Flores e Filmes, é muito divertido. Mostra uma sementinha de guaraná se apaixonando por uma garrafa.

A conta é certa: animação meio nonsense, trilha legal[bb] e adolescentes assistindo é igual a sucesso garantido.

O que eu não esperava era ver um exemplo de mídia gerada pelo usuário como o que apareceu nos vídeos[bb] relacionados. Dois garotos que pelo visto, gostaram bastante da bebida, fizeram uma paródia da famosa música da Cris Nicolotti promovendo o Guarah. E ainda por cima aconselham que se pare de consumir álcool.

Vender refrigerante e alertar para os malefícios do consumo de álcool ao mesmo tempo nem a DM9DDB conseguiu fazer! Tudo isso cinco dias antes de eu ter publicado o vídeo. E ainda tem gente que não acredita no poder da mídia espontânea e no da Internet na divulgação das campanhas.

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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

A TV digital chega ao Rio. E daí?

A TV Globo anunciou que começa na segunda-feira (16/06) a transmissão de TV digital[bb] no Rio de Janeiro. No Jornal Nacional vai ser noticiada a inauguração da antena e a novela das oito já começa a ser transmitida no novo formato.

Mas aí eu te pergunto: e daí?

A TV digital já está em testes no Brasil há mais de um ano e durante todo esse tempo, nada realmente relevante foi concebido para explorar toda a interatividade que a transmissão digital é capaz de suportar. Só o que é vendido atualmente é a possibilidade de ver TV de graça no celular, no monitor LCD[bb] do seu carro e qualidade da imagem.

É claro que isto já é alguma coisa, mas convenhamos que para uma tecnologia que promete compras dos produtos apresentados, interação com a emissora e até transmissão de dois programas ao mesmo tempo, ficar cantando as vantagens de usar o celular[bb], que mata a qualidade da imagem, é no mínimo um desperdício.

Imagem via HDTV Brasil

As vantagens para os anunciantes são imensas. Já pensou em ver o personagem da novela usando aquele notebook[bb] que você queria e poder saber mais informações ou até mesmo comprar o produto sem ao menos ter que sair da frente da TV ou parar de assistir à novela? Comodidade mais consumismo é tudo o que muita marca sempre sonhou.

Será que as emissoras, os anunciantes e até mesmo as agências estão prontos para explorar esse terreno? E se já estão, o que falta para efetivamente fazer a TV do futuro se traduzir em algo mais relevante que ver novela no celular?

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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

A luta do Google na Rússia

Que o mecanismo de buscas Google é uma grande potência e tem um departamento de marketing impressionante o mundo inteiro já sabe. Tanto é que muito raramente você vê uma propaganda[bb] deles por aí. Mas na Rússia as coisas estão bem diferentes e mais complicadas para esta empresa.

Das poucas propagandas do Google que você já viu, garanto que este vídeo do GMail estava incluído:

Em conjunto com este tipo de peça, também veiculam constantemente muitos outdoors por Moscou e outras grandes cidades. E estão lançando uma campanha que vai colocar mensagens espalhadas por bancos de praça, parques e até estações de metrô.

google-russia-park-bench

O projeto Moscow 2.0 traz cartazes com referências topográficas que estimulam o público a utilizar o Google Maps local e disponibilizar suas fotos[bb] no site.

O motivo do lançamento desta campanha que vai custar 250 mil dólares por mês não é sentimento nacionalista de Sergey Brin, russo e co-fundador do Google, e sim a concorrência com o Yandex, mecanismo de buscas muito mais popular na Rússia devido aos investimentos que fizeram em publicidade[bb]. O retorno do Yandex com as propagandas foi tão positivo que conseguiram incomodar o gigante e fazê-lo correr atrás do prejuízo.

*Com notícia do Quintura

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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Toda vez que você olhar, perde a gata!

Para o lançamento da nova linha de desodorantes antiperspirantes da Axe, a agência argentina VegaOlmosPonce (a mesma do comercial do homem chocolate) se inspirou nas famosas e constrangedoras "pizzas" que ficam debaixo do braço de quem não usa um desodorante que impede a transpiração.

Mais uma vez apelando para o jogo da sedução, este filme[bb] mostra um sujeito contando a história de que ele não conseguia evitar dar uma olhadinha para ver se a camiseta[bb] estava suada toda vez que se aproximava de uma garota. Sempre que fazia isso, as meninas se afastavam. Até que um dia descobriu o produto.

O jeito que o cara olha para os braços é muito engraçado e a expressão das meninas quando percebem que ele está olhando é ótima. Este comercial será veiculado em vários mercados, inclusive no Brasil e tem tudo para ser mais um grande sucesso, ainda mais se contar com as ações complementares que são sempre de muito impacto.

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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Quem é o patrocinador?

Quem assistiu ao Fla-Flu de ontem e reparou nas camisas do Flamengo[bb], percebeu um detalhe diferente. No lugar da logomarca da Nike, empresa que fornecia material esportivo ao time, estavam 3 pontos de interrogação.

Foto: Daniel Ramalho - JB Online

A explicação para quem não entendeu aquilo é simples: O Flamengo encerrou a parceria com a Nike[bb] e firmou com o Grupo Vulcabrás, dono da Olympikus, o que será o maior contrato de fornecimento de material esportivo da América Latina, com valores de mais de R$ 173 milhões nos próximos cinco anos.

As interrogações continuam na camisa até o lançamento do novo uniforme, que deve acontecer em 60 dias. Se o marketing da Olympikus planejava viralizar o fato, poderia pensar melhor na estratégia, já que divulgaram tudo dias antes da partida e não houve nenhuma ação complementar. O potencial desperdiçado é enorme. Foram muitos comentários e até publicidade espontânea na imprensa em cima das interrogações e do novo contrato e isso poderia aumentar muito a expectativa do público sobre o lançamento dos novos uniformes.

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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Convidados 30 Nº1: Criação x Atendimento. A eterna contenda

Hoje eu inauguro uma nova seção no 30 Segundos que promete muito divertimento para quem gosta de ver novas idéias, opiniões e polêmica. Convidados 30 será a parte deste blog dedicada a grandes debates e expressões acerca da Comunicação em todos os seus aspectos. Aguarde boas novidades por aqui. E para esta primeira edição teremos a presença de Dani Mart, publicitária com convicções que soam como navalha na carne. Aproveitem!

A pauta que me deram foi algo sobre publicidade... Sendo assim eu tenho um leque gigantesco! E mais, sendo criativo de agência, posso pensar em mil formas de falar o blá blá blá de sempre, que publicidade é algo importante, que sustenta a marca, etc. Mas isso todo mundo cansou de ler e saber, é o que faz adolescentes carregados de acne decidirem pelo curso de Publicidade (junto com aquela propaganda *foda* da última Playboy), é o que faz a gente parar na frente da TV[bb] durante os minutos de intervalo... O que eu quero falar – ou seria mais desabafar? – é sobre a relação Criação x Atendimento.

Comecei bem, colocando a coisa como uma partida de futebol, um contra o outro e não foi sem propósito. O relacionamento dessas duas “catigurias” é bem por aí, um confronto direto, sem mediação. É o criativo sofrendo a poda – e sofrendo com bastante exagero, criatividade e insanidade – e o atendimento se sentindo a mosca na sopa. Puxando sardinha pro meu lado, atendimento É a mosca na sopa. No mercado em que me encontro, que não é metrópole, que não é top, é apenas o mercado capixaba[bb], da permuta e dos 10%, o atendimento acaba sendo o cara que aceita o que o cliente quer, sem questionar, quase um garçom que faz a ponte entre cliente e “cozinha”.

Os briefings – a porta de entrada para qualquer informação que faça o problema/produto/marca/desejo do cliente se transforme em criação/idéia/sucesso/venda – geralmente é um misto de “não sei”, com informações confusas, redundantes, fracas, incompletas e o que pra mim sempre é o pior: erros de português. Ok, todos nós erramos muito, a nossa língua pátria é uma armadilha a cada frase, mas erros grotescos são facilmente encontrados em briefings: “celo” por selo, “sáite” por site são alguns exemplos que eu já vi, já ri e já chorei ao ter de lidar.

Atendimento é uma categoria interessante de se observar. Nas agências que já trabalhei sempre me impressionou o fato de que eles sempre são os últimos que procuram o jornal para ler. Isso quando procuram. Além disso, criativo otário é aquele que manda links, e-mails interessantes, deixa revista no desk do cara, com Post-it[bb] marcando o que viu de legal, faz sinal de fumaça... Atendimento não lê. Ou melhor, até lê, o que ELE acha que pode ser de interesse. É um funil que eu juro que já tentei entender, mas não há explicação. Você chega todo sorridente, pra comentar o tal link, anúncio ou qualquer outra coisa e ele te olha com aquela cara de conteúdo que denuncia como néon na testa: Eu não li, não vi, do que diabos você está falando?

E aí tome briefings memoráveis, defesas absurdas ou não-defesas, essa uma especialidade da geral que atende. A grande maioria, com o advento (e praga) do e-mail[bb] é capaz de anexar uma imagem do anúncio e escrever no corpo da mensagem: “Segue anúncio, beijos”. Sem defesa, sem porquês, nada. Até o Geraldinho da farmácia te diz que é melhor tal remédio pra gripe, porque ele é mais barato ou menor e fácil de engolir. E o atendimento, na hora de uma logomarca, que o cliente vai usar por, sei lá, pelo menos uns 20 anos, anexa e manda beijo. É de doer.

Há blogs de criativos só para chorar pitangas dessa “sub-raça” (hahaha). Destaco dois que são meu ponto de consolo, daqueles que leio e penso “não estou só”:
Cadê o Briefing? - do Jorge Sato, que é um redator muito bom, mas que também sofre com os briefings que recebe.
Piores Briefings do Mundo - reúne pérolas que “mal brifados” enviam. Esse tem coisas que de tão absurdas podem parecer mentira. Adianto, não são.
No meu caso particular, estou desistindo dessa partida e pelo visto o atendimento ganhará por W.O. Estou cursando outra faculdade, mudando de área, porque são 10 anos de stress, overdoses de café, choros no fim da tarde, ao chegar em casa e pelo menos uns dois inícios de “fight”. Mas ainda tenho esperança na boa publicidade, feita com atendimentos decentes (não duvidem, eles existem!), com criativos que possam exercer a criatividade (ui, redundante...) e cliente satisfeito, mesmo que não seja com o roxo de bolinha amarela que ele tanto queria. Quando vai ser isso? Não ficarei na área para saber, apenas continuarei extasiada nos 3 minutos do “break”.

Dani Mart (meadiciona.com/danimart) – criativo ou publiciotária há 10 anos, recordista de cafezinhos antes das 11h e agora aqui: www.atopropaganda.com.br



É estudante de comunicação, profissional do mercado ou simplesmente um amante da publicidade e também quer ver seu texto publicado aqui? Mande uma proposta para convidados [arroba] 30segundos.com.br ou utilize o formulário de contato e compartilhe as suas opiniões!

*O conteúdo deste artigo não necessariamente reflete as opiniões do 30 Segundos

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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

русская водка*

Esta não é nenhuma novidade, mas serve como mais uma da série voltada para aqueles que gostam de abusar de um gorozinho e ainda pensam em dirigir. Invocando a idéia de duvidar da "macheza" de quem bebe e depois vai dirigir assim como fez aquela campanha australiana, a Lowe Bull (África do Sul) veiculou nos banheiros de alguns bares este impresso para a vodca[bb] Bear.

Olhando de frente, parece que estamos vendo as incompreensíveis letras cirílicas de um cartaz típico da propaganda comunista[bb] do século passado. Mas quando vistas ao espelho, as letras revelam a mensagem (em tradução livre):
Homens de verdade não bebem antes de dirigir
Por ser uma peça que chama muita atenção e rodou o mundo todo, a mensagem, que não é nada diferente de tudo o que é veiculado por aí deu muito retorno e aumentou consideravelmente as vendas da bebida segundo a destilaria. E por incrível que pareça, o comitê para a segurança do trânsito da África do Sul também elogiou a campanha.

Dessa vez, a criatividade não só fez o que se esperava com as vendas[bb] do produto anunciado, como também conseguiu o aval até de quem até pensa em eliminar propagandas de bebidas.

*Vodca russa em russo

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Terça-feira, 27 de Maio de 2008

A criatividade é uma beleza!

Em tempos de competição ferrenha no mercado[bb], um anúncio criativo é uma, senão a melhor das opções para quem quer ganhar espaço e vencer os concorrentes. Sem contar que anúncios criativos fortalecem a marca e se fixam na memória do consumidor[bb]. Muitas vezes, marcam também a memória de outros criativos por aí.

Esta peça feita em 2005 para a Kaiser pela Giovanni FCB e que foi shortlist em Cannes, fez muito sucesso pela irreverência. Você se lembra dessa gatinha?


E dois anos depois, a TBWA\Paris digamos, "reviveu" a idéia na campanha para a entidade Responsible Young Drivers (Jovens Motoristas Responsáveis).


Nas duas peças o conceito é o mesmo: Se o sujeito está achando as moças bonitas é porque bebeu demais e é melhor não dirigir. Antes que digam que é machismo, há versões com caras horrendos para as mesmas campanhas. Caso digam que é fazer piada com uma condição adversa de alguém, eu nem vou dar vazão porque o foco deste post é outro.

E aí? É cópia[bb] ou inspiração criativa?

*Imagens via Joelapompe

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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

É bom aprender a usar as ferramentas!

As ferramentas de comunicação e marketing estão aí para serem aproveitadas mesmo e sempre fazem um bem danado para todo o tipo de negócio. Mas sempre há de se ter pragmatismo na hora de escolher a melhor estratégia a utilizar. Nem sempre o que funciona bem para uma determinada empreitada será interessante para a sua também.

Mídias sociais são a vedete das ferramentas de comunicação e estão revolucionando a maneira como as empresas fazem branding hoje em dia. Mesmo assim existem casos em que ficar com o bom e velho marketing direto resolve a parada. E há casos em que uma combinação dos dois é a melhor pedida. Se você estiver pensando em usar essa combinação, talvez essas dicas possam ser úteis:

- Quando falarem em mídia social, pense além de Orkut e MySpace. Há muitas excelentes maneiras de ingressar neste mundo sem precisar usar estes sistemas que não permitem muita customização nos leiautes e nem oferecem métricas apuradas da audiência. Empresas como a Natura, Procter & Gamble, Jeep e muitas outras investiram grandes quantias para criar redes sociais proprietárias, desenvolvidas especialmente para as suas marcas, produtos e serviços. Nesses sites, as empresas não vendem nada diretamente, mas conseguem estreitar o relacionamento com o cliente e obter informações espontâneas e valiosíssimas para seus negócios, o que se reflete em enorme retorno de investimentos. Portanto, se não há nada pronto do jeito que sua empresa precisa, crie e prepare-se para grandes experiências.

- Mesmo com todos esses benefícios, nem todo mundo deve se aventurar nas mídias sociais. Não é só porque a empresa X tem uma comunidade no Orkut, um canal no YouTube e um Twitter que a sua também deve ter. Por mais tempo que os internautas passem vendo esses sites, eles ainda continuam usando mecanismos de busca. E se seu produto for facilmente encontrado lá e ainda for algo que as pessoas normalmente precisam, esteja certo de que elas vão te encontrar mesmo assim.

- Não existe uma fórmula mágica para viralizar sua campanha. Quando se está lidando com coisas tão instáveis como os usuários da Internet, o melhor a fazer é minimizar os custos de produção e diversificar as idéias para o seu viral. O que funciona é a tática de "jogar o barro na parede para ver se cola".

- Perca o controle de sua marca... se quiser ter perjuízos irrecuperáveis. Para quê tentar viralizar ou socializar sua marca se a única coisa que você vai conseguir é que façam piada com a sua marca? O grande barato de todas essas dicas é que elas têm resposta imediata e podem fazer a sua marca girar o mundo todo, mas como em toda estratégia, há riscos. Para diminuir estes riscos, use a técnica de "jogar o barro na parede": se toda a idéia que você tentar tiver respostas muito negativas, talvez não seja a melhor tática ficar online.

O bom disso tudo é que se você já é um especialista em marketing direto e também quer usar as mídias sociais para fazer branding, pode perfeitamente, com a ajuda de toda a métrica disponível online, usar as mesmas características de sempre: planejar e testar, executar o mais perfeitamente possível, medir todos os resultados e controlar os resultados usando a experiência adquirida.