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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

A onda é agregar!

Desde que começaram a surgir todas as ferramentas de mídias sociais que fazem sucesso hoje, como Twitter (até escrevi sobre ele), Pownce, Jaiku e várias outras, vieram serviços que eu costumo chamar de rêmoras, aqueles peixes que nadam junto dos tubarões para comer as migalhas. Todas essas ferramentas servem para conectar a sua vida offline com o seu computador, seu celular[bb] e até o som[bb] do seu carro, como nas rádios digitas.

Apesar de todas elas servirem para aumentar o poder de alcance das mídias sociais, ficavam todas muito isoladas entre si. Os usuários de uma rede tinham pouco ou nenhum contato com os de outra, até que foram criados os agregadores de mídias sociais. Produtos que permitem aos usuários concentrar em um só ambiente, todas as assinaturas que ele disponibiliza aos seus amigos para que tudo fique mais organizado e fácil de encontrar. Usar os agregadores é fazer lifestreaming, publicação ao vivo de tudo o que você faz no seu dia.

Há vários agregadores disponíveis por aí, mas o mais popular é o Friendfeed. Nele você pode mostrar o que favorita no Delicious, o que sobe para o YouTube, o que acha interessante no Digg e por aí vai. Mas quais são os reais benefícios que você ganha usando este serviço? É sempre bom tentar ver além da superfície da diversão e funcionalidade, qual vantagem você terá se passar a usar o produto. Depois de analisar um pouco, algumas coisas vêm à tona.

Assim como em qualquer mídia social, a possibilidade de adicionar contatos à sua lista é a primeira coisa que se percebe. Nos agregadores em especial, você pode ver o que o seu contato adiciona e ter uma base do que o agrada. Isso para quem tem clientes como contatos, é uma excelente fonte de pesquisa de mercado[bb]. Os agregadores podem servir também como fonte de informação muito valiosa. Através de seus contatos você pode ter ciência dos novos lançamentos da música, do cinema, acompanhar as principais notícias assim que elas são divulgadas e até saber o que acontece na sua região. E o melhor, tudo isso vindo das pessoas que você julga relevantes, ou seja, informação que você considera confiável.

Quando você junta tudo o que usa online em um só lugar, você dá à sua audiência uma espécie de ingresso de camarote para ver o que você faz. Isso mantém a atenção voltada para você e aumenta o seu alcance social. Quem acompanha o que você seleciona pode ser influenciado pelo seu gosto, ao mesmo tempo em que mantém as pessoas sempre ligadas no que você quer promover em primeiro plano. Um blog, por exemplo.

Muitos podem até pensar: "eu já vejo tanta coisa, tenho conta em tantos sites e meu leitor de feeds está atolado. Preciso de mais essa distração?" O valor do lifestreaming está em no fato de que você não está simplesmente assinando um feed ou adicionando um site aos seus favoritos. Você está adicionando à sua leitura diária toda a experiência que aquele usuário tem na Internet[bb] e quer compartilhar com os outros. Exemplificando e puxando a sardinha para o meu lado, se você se interessa pelo que escrevo aqui, pode também se interessar pelo que leio, escuto e assisto. Então, você vai se inscrever no meu Friendfeed e navegar sob o meu ponto de vista. Isso acaba virando um meio de espalhar a formação de opinião. Os benefícios do agregador chegam quando você se conecta com quem você realmente julga interessante ou pessoas que você conhece, de forma a obter informação ou se comunicar.

Então é isso. Se eu te convenci a usar o Friendfeed, diga o que achou do serviço depois de se inscrever na minha página. Se pensa que ainda não é a hora, mas quer manter contato assim mesmo, tente o MeAdiciona. Ainda não faz o lifestreaming, mas é um bom agregador de endereços é nacional.

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Terça-feira, 22 de Abril de 2008

De quem é a rede social corporartiva?

Em um dos fóruns de discussão que participo, estávamos falando sobre as redes sociais embutidas em intranets corporativas. Uma das pessoas levantou a questão de quem seria a propriedade desta rede. Na mesma hora, me lembrei de um artigo que escrevi há algum tempo que dizia que na era do networking, não é possível "fazer" uma comunidade. Elas são formadas espontaneamente. A única coisa que o administrador faz é liberar o embrião e as pessoas fazem o resto.

Nesse caso, a resposta é: os empregados que usam as redes, são os donos delas. É claro que isto não significa que os administradores de rede e o pessoal da TI pode largar o emprego, como também comentei no artigo em que falo de intraredes sociais. Na Web 2.0 empresarial, ferramentas como blogs, wikis e redes de relacionamento não são usadas para a propaganda tradicional, mas precisam ser administradas de acordo com a política organizacional para que os empregados possam utilizá-las de maneira a interagir e trocar conhecimentos.

Estimular o uso das ferramentas de socialização digital pode ser também uma boa ferramenta para o pessoal do RH das empresas para avaliar o desenvolvimento profissional dos empregados. O setor de Comunicação pode avaliar com precisão a quantas anda o fluxo e o alcance das mensagens veiculadas, assim como obter valiosos feedbacks.

As vantagens do uso das redes corporativas para a socialização dos empregados são enormes e de acordo com a Forrester Research, é uma tendência das grandes empresas aumentar os investimentos neste setor, já que o retorno na qualificação profissional e posteriormente na competitividade das companhias tem sido muito satisfatório. Ainda assim, os administradores não podem se esquecer do princípio básico do funcionamento das redes sociais internas. A liberdade é a chave, ou seja, os donos são os usuários. Sempre.

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Terça-feira, 11 de Março de 2008

O resultado do "Anúncio 2.0"!

Na semana passada, falei sobre a iniciativa da agência Lápis Raro, de Minas Gerais em usar a Internet e a colaboração dos internautas para produzir uma peça homenageando o Dia Internacional da Mulher, a ser veiculada no Jornal Propmark.

O anúncio ficou pronto e hoje a Juliana Sampaio, do blog da agência, divulgou o resultado e eu também o apresento a vocês:

É uma peça de execução simples, mas que representa perfeitamente a forma como foi concebido: através de um brainstorming virtual. O texto é bem típico de quem está discutindo o que será feito, mas tem certeza de que não quer nada que possa ofender ou diminuir as mulheres[bb]. Um anúncio sem sexo[bb] e sem sexismo.

A idéia foi muito boa e já rendeu frutos. O que foi intitulado de "Anúncio 2.0" por sua característica participativa está partindo para uma nova mídia e um filme nos mesmos moldes está sendo produzido. Pelo resultado do impresso, podemos ter boas expectativas para o vídeo.

UPDATE: O vídeo ficou pronto. Segue a mesma linha e o mesmo texto do impresso, com locução coletiva e imagens em close de homens e mulheres. Ficou muito bonito. Humano. Bem alinhado com a idéia de "dia internacional da pessoa".



Muito legal!

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Segunda-feira, 10 de Março de 2008

É grátis, mas dá dinheiro!

money Muitas organizações sem fins lucrativos apostam na Internet para divulgar seus serviços e objetivos. Há muitas ferramentas[bb] gratuitas para que isto seja feito, mas, não é novidade que para que uma organização seja mais efetivamente reconhecida, deve investir em comunicação a fim de alcançar o máximo de pessoas possível.

Mas como estas entidades podem determinar o quanto devem investir nas mídias sociais? Ou mais importante ainda: como captar recursos para construir, manter os sites funcionando e ainda fazer a divulgação?

Estas perguntas podem ter muitas respostas, mas uma que se encaixa bem no contexto da nova Internet e o conceito de gratuidade que tanto é discutido atualmente é a propriedade intelectual. Por mais que as redes P2P cresçam, ela continua existindo e pode ser uma boa fonte de renda para quem quer manter seus serviços funcionando gratuitamente. Paradoxal? Vejamos.

Digamos que a uma instituição filantrópica criou um site que tem ferramentas que podem ser úteis para outras. Um fórum ou uma ferramenta de loja virtual, por exemplo. Ela pode vender ou alugar os direitos sobre o uso destes softwares[bb] e gerar receita.

Outra possibilidade muito utilizada, eu diraia por quase todas as instituições, é a venda de produtos licenciados. Organizações como a Cufa (Central Única de Favelas), Nós do Morro e Projeto Tamar, através da Fundação Pró-Tamar, vendem seus produtos na Internet e em lojas fixas em vários lugares. Quando há identificação do público com a causa da entidade, as vendas podem gerar bons lucros. Aproveitar o crescimento da publicidade social[bb] nos meios de comunicação é uma excelente forma divulgar a marca e os serviços das instiuições, aumentando a identificação do público com os produtos e impulsionar as vendas.

Por fim, mas não menos importante, as doações são sempre muito bem-vindas para quem quer fazer algo pela sociedade e não quer lucrar com isso (não diretamente, mas isso é outra história). Doações online ainda não são muito comuns no Brasil, mas no exterior é uma prática muito popular e até blogueiros recebem dinheiro de doações.

É possível às entidades sem fins lucrativos não só manter sua empreitada na Internet, como ainda ampliar sua capacidade de assistência, alcance e eficiência, usando a propriedade intelectual, a criatividade e a benevolência. Ainda que o produto final seja grátis, os periféricos podem dar um dinheirinho!

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Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Café, açúcar...mas e a música?

1free_music_online A popularização da Internet, nos trouxe muito mais do que apenas correntes, vírus e arquivos .ppt[bb]. Desde a explosão do compartilhamento de arquivos, principalmente os de música, as discussões sobre o que deve ou não deve ser disponibilizado são intermináveis.

Na verdade, a discussão não é nem se deve, mas sim, como disponibilizar, já que as gravadoras e os detentores dos direitos autorais se sentem lesados com o livre compartilhamento. Já comentei sobre a nova era do comércio eletrônico e algumas das formas de lucrar, mesmo com conteúdo grátis. Grande parte das brigas nesse campo começa com quem não está atento ou não aceita as mudanças.

Há muitos músicos de vanguarda nesse mercado. A grande maioria é de bandas novas querendo um espacinho, mas também há quem já esteja no batente há mais tempo, mas não ficou para trás e deu um jeito de continuar a vender, sem tentar evitar o inevitável. Mesmo que alguns ainda não saibam muito bem como administrar suas empreitadas online.

Estava lendo uma entrevista com Feargal Sharkey do grupo The Undertones[bb], que fez muito sucesso na década de 70 com um rock bem agradável até hoje. Nela, ele surpreende falando do futuro da música na Internet, rebate os argumentos de quem é contra a distribuição de conteúdo online considera que tudo é pirataria e ainda dá suas opiniões sobre os custos de se produzir música hoje em dia.

É claro que Feargal não é nenhum visionário utópico que pensa que tudo deve ser de graça e que o universo conspira a favor dos benevolentes e desapegados do material. As pessoas têm que comer, pagar suas contas, viver suas vidas e precisam de dinheiro para isso. Portanto, ele defende que exista uma maneira melhor de remunerar os artistas por seus produtos.

O modelo artista-gravadora-distribuidora-loja-cliente está obsoleto, mas incentivar a pirataria é financiar interesses muito mais obscuros. É viável lucrar com a distribuição de conteúdo sem ser desonesto e sem lesar ninguém. Posso usar como exemplo o Radiohead com a "venda" de seu novo disco[bb]. A geração de publicidade espontânea os fez ganhar muito dinheiro além do que ganharam com quem se dispôs a pagar pelo CD distribuído online.

O comércio eletrônico é um campo aberto, cheio de oportunidades para quem quer anunciar seus produtos. O problema acontece quando a maioria pensa que a estratégia que funcionou para um, vai funcionar para todos. Em um mercado tão competitivo, ser criativo, estratégico e pragmático não é mais diferencial, é obrigação. É essencial que se mantenha o espírito inovador. Lugar ao sol existe de sobra, o difícil é fazer as pessoas entenderem que para chegar lá, antes elas devem sair de onde sempre estiveram.

Como Sharkley disse:

Há toda uma discussão a respeito da justa comercialização de café e açúcar. Mas e quanto à música?

Boa pergunta!

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Terça-feira, 4 de Março de 2008

Colaboração para homenagear as mulheres!

product_collaborate_1 Desde sempre, as mulheres serviram como inspiração para escritores, músicos[bb], pintores, poetas, escultores e gênios em todas as vertentes das artes e da ciência. É no mínimo um grande paradoxo, que seres tão importantes e inspiradores tenham sido considerados como inferiores por tantos séculos, inclusive por aqueles que as tomavam como fonte para criações.

Na propaganda, não são raros os casos em que a imagem feminina é utilizada de forma ofensiva e humilhante. Por outro lado, é visível a percepção pelos anunciantes de que cativar o público feminino[bb] e produzir campanhas voltadas especialmente para elas é uma grande vantagem e pode garantir grande influência na decisão de compra dos consumidores.

Em uma iniciativa muito legal e pertinente, Marcello Queiroz, Diretor de Redação do Jornal PropMark propôs a seis agências brasileiras que criassem um anúncio de meia página homenageando o Dia Internacional da Mulher, no próximo sábado, dia 08.

Uma das agências convidadas foi a Lápis Raro, de Minas Gerais[bb] e Carla Madeira, Diretora de Criação da agência teve a genial idéia de abrir espaço para quem quisesse ajudá-los a produzir este trabalho, fazendo uma espécie de brainstorming virtual, ou "anúncio 2.0". O chamado foi feito no blog da agência.

O prazo final para a o envio de idéias terminou ontem, mas em apenas quatro dias, quarenta e seis sugestões foram feitas mostrando que tem muita gente interessada na causa feminina e que, assim como eu, é a favor de que elas sejam muito mais ativas, criativas, importantes e ouvidas em todo o mundo. Com todo o cuidado, carinho a atenção aos detalhes que as mulheres empregam em tudo o que fazem, a sociedade só tem a ganhar!

*A dica veio do Sim, Viral, que assim como eu se esqueceu do aniversário do próprio blog! É, o 30" fez aniversário ontem e eu, relapso com datas como todo homem, me esqueci disso! Certamente, uma mulher nunca se esqueceria disso!

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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

A transformação de redes corporativas em redes sociais é inevitável?

Qual o caminho evolutivo natural de uma rede social? Talvez os blogs tenham a resposta. No começo, blogs eram unidades isoladas, desvinculadas de qualquer conteúdo na Internet[bb]. É claro que desde o começo, existiam as plataformas de edição, mas a integração com sites não existia. Hoje, é mais que comum vermos publicações que servem a determinado site de conteúdo, blogs de empresas ou mesmo redes como a Interney Blogs, afiliadas a grandes portais.

As redes sociais ainda funcionam de certa forma como os blogs eram no começo: sites isolados que não se integram a outras propriedades da Internet. Você pode pensar: "mas e o Google com o Orkut?" Fazendo uma análise neste site, verá que mesmo afiliado a um grande provedor/administrador de conteúdo, suas características eram até pouquíssimo tempo, totalmente isoladas e de sua controladora. A integração é o caminho natural e já começa a ser percebida, sendo até possível ver resultados de pesquisas feitas no Google que saem do Orkut.

O FastCompany é um site que foi relançado há pouco tempo e já trabalha com esta nova tendência. Já em 1997 eles lançaram o The Company of Friends, uma espécie de embrião das redes sociais integradas quando Orkut e MySpace eram apenas projetos beta fechados ao público. Então é uma tendência natural que a rede social fosse integrada à publicação. Exatamente como hoje fazem os jornais O Globo[bb] e o Estadão[bb], com os seus Globoonliners e Limão, respectivamente.

Mas e os negócios? Para os que têm uma grande base de visitantes formada até mesmo por ferrenhos defensores da marca, não é má idéia estender o conceito do seu site para incluir uma rede social. Ao contrário de redes totalmente dedicadas e construídas para tal, como o Facebook, nenhum dos usuários se sentiria desmotivado a ver também o que há no site principal. Já que redes sociais não podem (ao menos, não devem mais) ser confinadas apenas em seus mundos, o RSS pode ser usado para que os visitantes fiquem sempre atualizados com as novidades do site.

Desta maneira, os usuários podem estar preto da empresa, e vice-versa, de uma maneira que nem o blog mais visitado com o melhor sistema de comentários pode proporcionar. [MeioBit style on] A Dell[bb] e seu IdeaStorm é um grande exemplo deste poder, já que hoje está à frente graças ao que pode aproveitar do que foi sugerido e discutido naquela rede [MeioBit style off].

Continuando na linha de redes como a IdeaStorm, o fato de juntar, em benefício de uma marca ou produto, pessoas apaixonadas por determinado assunto, pode estreitar os laços entre estes consumidores e a empresa. Grupos poderiam se formar em torno de vários segmentos dentro daquele assunto e os próprios membros ajudariam a validar as idéias da empresa, baseadas em sua própria seleção ou especialidade, no seu senso de que a comunidade é deles (como você viu aqui), ainda que mantida pela empresa.

Então um negócio na Internet pode se beneficiar do estreitamento ou até mesmo da eliminação das fronteiras entre o que é uma rede social e o que é uma rede corporativa? Com todos os benefícios envolvidos, vale à pena o investimento.

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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Mídias sociais também podem te derrubar!

Mídias sociais são excelentes. Elas podem impulsionar a sua carreira, te proporcionar excelentes oportunidades de trabalho, ampliar seu círculo de relacionamentos e oferecer grandes chances de maximizar seus lucros e os dos clientes que você representa.

Mas, como nem tudo são flores e faz parte da natureza humana apreciar a desgraça alheia, não pude deixar de reparar em alguns equívocos que podem prejudicar, e muito a vida profissional de um indivíduo. Fazer um perfil em uma rede ou usar alguma mídia social também requer técnica, habilidade e ética. Afinal de contas, de uma forma ou de outra, você está vendendo a sua imagem e quer que reconheçam a qualidade do que você faz. Acontece que existem algumas coisas que vejo por aí, que despertam o meu sentido de "vergonha alheia":

1. Auto-promoção ou auto-adoração? É aquela velha história da esmola demais. Tudo bem, não há nada demais que você queira publicar um verbete enciclopédico em seu próprio benefício. Mas saiba que existe muita gente por aí que ganha o dia quando consegue provar que aquele portfólio maravilhoso foi surrupiado do Desencannes.

2. Não há nada de mau em comentar! Pela Internet afora existem milhões de fóruns de discussão e muita gente pode ter a brilhante idéia de publicar algum trabalho e depois criar alguns perfis falsos para ficar se idolatrando, tentando criar um falso buzz. Isso é muito feio! Teve até gente grande que fez isso e sofreu humilhação em público!

3. Esse blog vai bombar! A criação de perfis falsos também evolui e vira blog falso. Lembram da história do blog do cara que queria um PSP[bb]? Então. Não demorou muito para descobrirem que era uma farsa das bravas e o que era para ser um meme e divulgar o produto, se transformou em mais uma queimação de filme para a Sony[bb] perante o público.

4. Depoimentos sempre funcionam. Muitas empresas trabalham com "depoimentos reais". Quem nunca se acabou de rir com aquelas pessoas falando que ficaram com o corpo da Flávia Alessandra[bb] só usando um cinto que dá choque e no rodapé você lê que eles "recomendam" que você faça dieta e exercícios diários? Na Internet isso também acontece. É só lembrar do Viajante Mastercard. Mas um casal lançou um blog contando suas aventuras através das lojas do Wal-Mart nos Estados Unidos acampando nos estacionamentos. O casal era real e as histórias idem. O que não disseram é que tudo foi encomendado e pago pela empresa. Resultado: descrédito e blog fora do ar.

5. Usuários? Que usuários? Nem tudo que vejo por aí é tão mau. Há muitas publicações corporativas que dão um show de organização, desenho, interatividade e informação. Mas esquecer que você tem usuários e que eles querem atenção e conteúdo interessante é quase um pecado mortal. Na página de podcasts do McDonald's os únicos em destaque são os que te colocam para ouvir maçantes minutos de discurso do CFO da empresa falando de análise de negócios. Que comedor de junk food quer ouvir isso?

6. Faço como quero. Isto é meu! Você pode ser o dono do servidor, da tecnologia, da marca - mas não da comunidade que a utiliza. O pessoal do Facebook já tomou algumas na cabeça com essa! Quando foram acusados de violar a privacidade de seus usuários, pensou-se que aprenderiam com o erro. Mas, logo depois vieram com aquela história de feeds e mini feeds que atormentou muita gente até que resolvessem permitir que o usuário os controlasse. Um caso similar de descaso com os usuários aconteceu com o Washington Post. Ao ver um de seus blogs entupido de comentários com spam de todo tipo, removeram o sistema ao invés de adotar um sistema de moderação, o que os levou a ser considerados como censores de opinião e prejudicando sua imagem.

7. Não ligo para a Internet. Logo no início deste ano, a Target, grande loja de departamentos estadunidense foi questionada por uma blogueira acerca de uma campanha que ela considerou ofensiva e que foi veiculada nas ruas. Para a surpresa dela e de milhões de pessoas, a resposta foi, trocando em miúdos, "Não ligamos para críticas que venham de mídias não tradicionais!" Isso rendeu alguns bons posts em blogs pelo mundo inteiro. Mas também deu a eles o que queriam: uma crítica em uma mídia mais do que tradicional! Chupa, Target!

8. Estou sem paciência para atualizar! Criar conteúdo na Internet é muito efetivo. Dá muito retorno. Mas requer muito trabalho em atualização, captação de novos usuários e até na limpeza de coisas indesejáveis. Ou seja: tem que se dedicar. Não é pouco comum encontrar blogs, fóruns, sites ou qualquer outro conteúdo criado para divulgação deixado de lado, sem atualizações por meses a fio.

9. Saio atirando. Se acertar, beleza! Se relacionar com blogueiros? Ótima idéia! Falar com qualquer um sem a menor idéia de quem seja ou do que escreva? Péssima idéia! Posts patrocinados são uma excelente estratégia para divulgar a sua marca, mas procurar um blogueiro de heavy metal[bb] para divulgar sua nova banda de pagode[bb] certamente não vai te render uma boa imagem. Nem mesmo para o seu público, que provavelmente nunca vai ler o que o cara escreveu!

Então é isso. Você pode e deve levar o seu conhecimento, a sua capacidade, a sua qualidade e seus serviços para as mídias sociais, mas nunca é demais ser prudente e evitar estes erros que podem prejudicar sua empreitada, te dar prejuízo e péssiams experiências e te transformar em mais um daqueles que dizem que a Internet veio para acabar com o que sempre esteve aí e sempre funcionou.

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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

E o fenômeno Super Bowl já vai começar!

Quem se interessa por publicidade[bb] sabe do que eu estou falando. O Super Bowl, maior evento de futebol americano que acontece nos Estados Unidos é realmente um fenômeno. O acontecimento é responsável por atrair para a frente da TV, nada menos que 90 milhões de pessoas somente naquele país, o que é um prato transbordando para os anunciantes.

Mesmo tendo que pagar até US$2 milhões por uma inserção de 30 segundos, o que não falta é empresa disposta a pagar o preço e desfrutar de todo o retorno que os anúncios geram. O negócio é tão grandioso que todo ano, as peças se tornam parte do show. Viram matérias de jornais, se espalham pela Internet[bb] e acabam até em dissertações acadêmicas.

O show deste ano ainda nem começou, mas já há lançamentos dignos de nota. A Pepsi da , grande patrocinadora do evento, lançou um filme de um minuto (!) que veiculará antes do jogo e traz ao mesmo tempo, bom humor e responsabilidade social. Com criação da BBDO NY e planejamento da OMD, o filme representa uma piada muito famosa entre a comunidade de pessoas com deficiência auditiva.

É um filme mudo, encenado por três empregados da própria Pepsi, sendo dois deles realmente surdos.



A peça foi criada para divulgar a EnAble, entidade da PepsiCo (proprietária da Pepsi) que dá assistência a seus funcionários portadores de qualquer deficiência e ainda conta com um hotsite. A assinatura diz:
Criando um ambiente inclusivo para pessoas com habilidades diferentes
Gostei da atitude, da ousadia de veicular um filme[bb] mudo e me diverti com a piada!

*Com informações da Meios & Publicidade e Wikipedia

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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

Como aproveitar 2008 ao máximo?

Essa é a idéia central do filme[bb] para o portal iG que estréia na próxima semana. Feito pela Neogama/BBH, a peça é um institucional de boas vindas a 2008 que aproveita para sugerir às pessoas que aproveitem bem o ano que se aproxima.

É uma crítica bem direta ao marasmo que muita gente está acostumada a viver. De uma forma bem humorada, mas dando uma boa alfinetada em algumas esferas da sociedade, o filme mostra umas imagens até engraçadinhas de pessoas em gaiolas e correndo em rodinhas de exercícios iguais às dos camundongos de laboratório.

Quando perguntam: "Camundongos vivem um ano. O que você faria para viver o máximo de 2008?", fica clara a intenção de convidar os consumidores a aproveitar o que a vida tem de melhor a oferecer, tanto que ao final, mostra uma gaiola na praia aparentemente recém aberta, insinuando que quem estava ali acaba de ganhar o mundo[bb].



Notem que à primeira vista, não se parece com um comercial de portal de Internet, com apresentadores estilo Sky[bb] ou nerds com cabelos arrepiados jogando online, mas sim com um comercial da Nike[bb] ou da Reebok[bb] com pessoas até bem distantes de um computador. Mas se o negócio da iG é vender serviços de Internet, qual o motivo dessa peça "inusitada" como disseram por aí?

É simples: o novo posicionamento do portal está aí. Quando dizem que "O mundo é de quem faz" e lançam uma campanha convidando as pessoas a aproveitar o melhor da vida, também incluem seus serviços de Internet, sugerindo que seus usuários não serão tão somente sedentários em salas de bate-papo ou comentando aquela foto do Orkut dos outros e terão uma vida social além da virtual!

Conectado sim, enclausurado, nunca!

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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

As Intraredes sociais não valem o investimento?

Os analistas da Gartner estão avisando às empresas para não correrem atrás do "hype" da Web 2.0 e das redes sociais. Com o Facebook abrindo as portas para companhias desenvolvedoras de software e empresas oferecendo redes sociais internas como alternativa, os consultores dizem que as redes ainda não são maduras o suficiente para se tornar mecanismos oficiais de negócios. Dizem que VoIP e mensagens instantâneas são mais benéficas.

A Petrobras é uma empresa que conhece bem as vantagens de redes sociais internas. Além dos fóruns sobre variados assuntos existentes em sua Intranet, ainda há as comunidades tecnológicas, onde os empregados de toda a Companhia podem compartilhar conhecimentos[bb] e conhecer as melhores práticas de outras unidades. Ao disponibilizar a seus empregados ferramentas de socialização e de mensagens instantâneas via Lotus Notes, a empresa ganha muito ao colocar em contato, pessoas com habilidades semelhantes e dispostas a espalhar o conhecimento.

Comunidades nesses moldes são uma excelente idéia, mas também oferecem um grande desafio na implementação. Em uma comunidade de práticas, pessoas em diferentes unidades de negócio são capazes de compartilhar e interagir umas com as outras. Imagine uma grande em presa como a Petrobras, com unidades espalhadas no Brasil e no mundo, tratando cada uma delas como um órgão restrito e inatingível. As pessoas trabalhariam sozinhas ou com um efetivo muito reduzido, assim como seu potencial de desenvolvimento profissional. Essas comunidades abrem caminho pra que as pessoas busquem ajuda e trabalhem melhor do que se continuassem isoladas. É uma maneira de formar grupos e mantê-los conectados.

Enquanto isso, as notícias o deixam bem informado sobre o que acontece com seus colegas (que em uma rede social não corporativa, você chamaria de 'amigos'); onde eles foram, que curso[bb] fizeram, que nova técnica aprenderam, se implementaram alguma sugestão que você deu ou se precisam de você para alguma coisa.

Confesso que pode ser difícil motivar os empregados a preencher seus perfis e mantê-los atualizados e esse é um dos desafios de empresas como a Petrobras que percebem que essas tendências tem resultados práticos. Dessa maneira, fica claro que o custo com a implementação de tais ferramentas, fica pequeno quando comparado ao benefício qualitativo e o potencial de melhoria dos empregados quando as usam. Sem dúvida alguma, as redes sociais corporativas são muito mais eficientes que simples "Busca de Empregados" para o desenvolvimento profissional de uma companhia.

Me desculpe Gartner, mas desta vez vocês erraram feio.